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14 fevereiro 2016

AS LÍNGUAS ESTRANHAS NA BÍBLIA!



a) Não houve línguas antes do 
Pentecostes.
No Antigo Testamento, é-nos
dito que pessoas haviam recebido o 
Espírito Santo, como exemplo, José 
(Gn 41.38), Moisés (Nm 11.17), Josué
(Nm 27.18), Otniel (Jz 3.10), Gideão 
(Jz 6.34), Jefté (Jz 11.29), Sansão 
(Jz 14.6,19), Saul (1Sm 10.10), Davi 
(1Sm 16.13), Elias (1Rs 18.12; 2Rs 2.16),
Eliseu (2Rs 2.15), etc. Igualmente, antes
do Pentecoste, o Espírito havia descido 
sobre alguns, tais como João Batista 
(Lc 1.47), Isabel (Lc 1.41), Maria 
(Lc 1.35), Zacarias (Lc 1.67), Simeão 
(Lc 2.52). Todavia, todos esses eram 
“cheios do Espírito”, mas não 
“batizados no Espírito Santo”. Ser cheio
do Espírito é ser controlado, 
guiado, conduzido, ungido pelo Espírito
do Senhor — para realização de
proezas e obras extraordinárias. Embora
realizassem tão grandes feitos, 
imbuídos pelo Santo Espírito, nunca
tinham falado em línguas estranhas.

b) A Promessa do Pai. 
As promessas divinas têm em Deus a sua
origem(2Co 1.20). O Senhor Jesus chamou
Batismo no Espírito Santo de “Promessa 
do Pai”, em Lucas 24.49. E por que 
assim o fez? — Os profetas predisseram
essa maravilhosa dádiva celestial à Igreja
de Cristo na face da Terra. Dessa 
promessa, falaram: Salomão (Pv 1.23), 
Zacarias (Zc 12.10), Isaías (Is 28.11,12),
Joel (Jl 2.28,29), João Batista (Lc 3.16)
e também Jesus Cristo — o Filho de Deus 
(At 1.4,5,8).

c) A evidência física e inicial do
Batismo no Espírito Santo.
A evidência física e inicial do Batismo no
Espírito Santo são as línguas estranhas.
É necessário ter um sinal audível para 
provar que no cristão se cumpriu essa 
promessa. Algo, além da alegria, da
comoção e da satisfação, é mister 
acontecer: fazer uso das línguas, dos
seus músculos da boca! É preciso falar...
No entanto, tais palavras não brotarão 
de suas mentes ou do seu pensamento, 
mas elas “pousarão” e serão concedidas
pelo Espírito Santo de Deus (At 2.2-4). 
São provenientes do Alto! (Lc 24.49).
As línguas servem para aferir se o 
crente foi batizado ou não
(At 11.15-17). Provadamente isso está
na Palavra de Deus — a única regra de
fé e prática dos cristãos (1Co 4.6; 
Ap 22.18,19). Em algumas 
passagens, menciona-se, textualmente, 
essa verdade: no Pentecostes: 
“começaram a falar em outras línguas” 
(At 2.4); na casa de Cornélio: “os ouviam
falar em línguas e magnificar a Deus”
(At 10.46 comp. 11.15-17); em Éfeso:
“e falavam em línguas e profetizavam” 
(At 19.6).
Logo, as línguas estranhas são a evidência
física e inicial do Batismo no Espírito Santo.

d) Línguas como “sinal” e como “dom”.
Deve-se ter em mente que as línguas como
“evidência física e inicial” são o “sinal” do batismo no Espírito, prometido por Jesus(cf. Mc 16.17). Quando Cristo
disse: “Em meu Nome falarão novas
línguas”, a palavra “novas” — no 
versículo em apreço — é “kainos”,
em grego. A obra Theological 
Dictionary of the New Testament, diz 
que “kainos” denota “o que é novo na 
natureza, diferente do habitual, 
impressionante, melhor do que o velho,
superior em valor ou atração”. É “um
tipo novo, sem precedentes, inédito”. 
Ou seja: as “novas línguas” — das 
quais os que cressem iriam passar a 
falar — não são a mesma coisa que 
idiomas terrenos; mas, sim, “línguas 
novas”, no sentido que são distintas e
mais elevadas em natureza. São essas
línguas que são o “sinal” do Batismo no
Espírito, manifestas como a evidência 
inicial e física.  
Leva-se em conta que o termo “línguas
estranhas” é usado no meio pentecostal
para significar que essas línguas são
estranhas (i.e., desconhecidas) para 
quem as pronuncia, mas não — 
necessariamente — aos que as ouvem.
As línguas estranhas exprimidas como
“sinal” — evidência física e inicial do 
batismo — não devem ser confundidas, 
jamais, com o “dom de variedade de 
línguas” (1Co 12.10). Nem todos os 
batizados no Espírito Santo possuem
esse dom (cf. 1Co 12.30). É um dom de 
expressão plural e um milagre linguístico 
sobre-humano, em que o cristão fala
em idiomas sob a instrumentalização do
Espírito, querendo passar uma mensagem
à Igreja, que, por sua vez, necessita de 
interpretação.
O dom de variedade de línguas é usado
em conexão com o dom de interpretação
de línguas (1Co 12.10; 14.5,13,26-28) —
a menos que as várias línguas proferidas
sejam conhecidas do público, como 
ocorreu no dia de Pentecostes,
cujos presentes interpretaram as línguas,
que, no começo, manifestaram-se como
“sinal”; porém, simultaneamente — por
serem multiformes —, revelou-se o dom
de variedade de línguas (At 2.4,8-13). 
Nesse caso, ocorreu um grande sinal e o
intuito das línguas foi suprido: tocar
os indoutos e convencer os incrédulos 
(1Co 14.22).
Caso para as variedades de línguas não 
haja interpretação (ou conhecimento do
público), o crente deve falar somente
em silêncio, isto é, “consigo e Deus”
(1Co 14.4,28). A função da variedade
de línguas é a edificação da Igreja 
por meio de uma mensagem. Já quem
fala as línguas estranhas como “sinal”
do Batismo no Espírito Santo, “não fala 
aos homens, senão a Deus” (1Co 14.2), e
“fala em mistérios e ninguém 
entende” (1Co 14.2), e “edifica-se a si
mesmo” (1Co 14.4).
No texto de 1Coríntios 14, faz-se 
necessário analisar o contexto de cada 
versículo, pois fala dos dois tipos de 
línguas: o sinal e a variedade de 
línguas. Mas isso é facilmente 
perceptível, porque o sinal (evidência
física do batismo) é edificação 
pessoal, enquanto as variedades agem 
conjuntamente com a interpretação 
para uma mensagem ao rebanho, que
equivale a uma profecia.

e) Algumas finalidades do Batismo
no Espírito.
Esse revestimento sobrenatural capacita o
salvo a pregar, a testemunhar e a rodar o
mundo com ímpeto, força e unção
(At 1.8; 4.13,20,29,33,34). O Apóstolo 
Paulo após receber o Batismo no
Espírito Santo (At 9.17 comp. 1Co 14.18)
passou a ter visão dos perdidos (At 16.9; 
18.9-11), e, consequentemente, ganhá-los
para Cristo.

f) As línguas agindo no crente. 
As línguas levam o salvo a ter comunhão
com Deus (1Co 14.2), edificação, 
isto é, construir-se espiritualmente 
(1Co 14.4). Servem como refrigério, pois 
é o tal prometido na Bíblia (Is 28.11,12
comp. At 3.19; 1Co 14.21,22). Por
fim, uma força tremenda na oração 
(1Co 14.15).

1) A Manifestação do Espírito Santo — 
em Línguas estranhas — no Decorrer da
História do Cristianismo

No ano 54 d.C., em Éfeso, também 
ocorreu o fenômeno: os crentes ficaram
cheios do poder e da plenitude do
Espírito Santo, glorificando a Deus em 
línguas que nunca haviam aprendido 
(cf. At 19.1-7). Será que o Movimento 
Pentecostal terminou com esses casos 
mencionados no Novo Testamento? De
maneira nenhuma! Quem lê a história
da Igreja verifica que, em tempos de 
avivamento, o Espírito Santo 
manifestou-se como nos casos 
mencionados em Atos dos Apóstolos.
A promessa do revestimento de poder é 
para os crentes de todas épocas: Porque
a promessa vos diz respeito a vós, a 
vossos filhos, e a todos os que estão
longe, a tantos quantos Deus nosso 
Senhor chamar (At 2.39). Depois de 
recebê-la, o cristão tem um impulso 
extraordinário para testemunhar 
poderosamente a obra de salvação — o 
sacrifício de Jesus — em toda a Terra!
(At 1.8). Como exemplo, nos anos 
seguintes:

Tertuliano e Irineu (pastores que 
viveram no segundo século d.C.) 
declararam que os membros de suas
igrejas falavam em novas línguas.

João Crisóstomo (347-407) — bispo 
de Constantinopla, escreveu que o 
Batismo no Espírito Santo era 
acompanhado por este mesmo sinal 
sobrenatural: falar em línguas! Três 
membros de sua igreja falaram, pelo 
Espírito, em persa, em latim e em hindu.

Agostinho (354-430) — bispo de 
Hipona, no Norte da África, afirmou que
as novas línguas estavam em evidencia nos
seus dias.

Valdenses e Albigenses (1140-1280 
d.C.). Isso no Sul da Europa, em plena 
Idade Tenebrosa — a Era Medieval. Eles 
eram dissidentes da Igreja Romana,
seguidores dos princípios bíblicos da 
salvação e da vida cristã em geral.
Os historiadores afirmam que 
entre eles havia manifestações 
espirituais em línguas estranhas, 
segundo o Novo Testamento.

Martinho Lutero (1483-1546). 
Falava em línguas e profetizava, conforme
depoimento histórico do Dr. Jack Deer, 
eminente professor e historiador batista, 
do Seminário Teológico de Dallas. Esta 
informação também é encontrada nas 
obras: “História da Igreja Alemã”, de 
Souer (Vol. 3, p. 406), e “Pentecostes
para Todos”, de Emílio Conde, p. 88.

Os Anabatistas (1521-1550):
Na Alemanha, entre os anabatistas (grupo
de crentes que pretendia o retorno
ao Cristianismo primitivo, advogava 
reforma sociais, separação da Igreja do 
Estado e contestava a validade do 
batismo infantil; conseguintemente,
rebatizava seus seguidores quando adultos
e possuidores de plena razão), houve
manifestação de línguas estranhas e 
outorgamento dos dons.

Os Huguenotes (1560-1650). 
Eram, na França, protestantes dissidentes
quanto à forma de governo da 
época, respeitante à liberdade religiosa.
O historiador A. A. Boddy assim 
escreveu: “Durante a perseguição aos 
huguenotes, a partir de 1685, havia
entre eles os que falavam em línguas,
transbordantes de fervor espiritual”.

Os Quakers (1647-1650) e os 
Shakers (1774-1771). 
Cristãos organizados em diferentes grupos, no 
Nordeste da América do Norte, região da
Nova Inglaterra, cujos integrantes eram
considerados de fanáticos, 
rígidos, santarrões, extravagantes, 
os quais foram nomeados “amigos”
(os Quakers) e “tremedores” 
(os Shakers), de fato, recebiam poder 
do Espírito Santo, falavam línguas 
estranhas e eram portadores de inúmeros 
dons espirituais.

O Movimento Pietista. 
Surgido em 1666, apregoava uma vida 
santificada — combatendo a hipocrisia de
ministros, a embriaguez, a imoralidade, a
carnalidade, as controvérsias teológicas. 
Na cerimônia do partir do pão, eles 
entravam em êxtase — estado de 
máxima intensidade emocional, em 
que a alma parece desligar-se do corpo,
perdendo o contato com o mundo 
sensível: adentrando às dimensões 
celestiais, daí, falavam línguas de maneira 
retumbante.

Os Camisardes. 
Em 1686, crentes que se refugiaram
nas montanhas de Cevanes — 
França, devido às perseguições 
religiosas, os chamados Camisardes (quer
dizer, calvinistas das cavernas, pois 
eram seguidores da linha teológica 
de João Calvino), declaravam 
firmemente ser inspirados pelo Espírito 
de Deus; por isso, houve abundante 
graça entre eles, a saber: Em 1700,
falavam línguas estranhas; em 1701, o
grupo tinha cerca de 200 profetas; em 
1702, existiam 8 mil porta-vozes do 
Senhor, isto é, possuidores do dom
de profecia, que profetizaram muitas 
iminências de fatos desagradáveis para a
Europa. De igual modo, crianças de 3 e 4
anos já pregavam a conversão genuína e o 
arrependimento em bom francês; os 
próprios infantes, de 4 a 14 anos, se
reuniam em vilarejos e cidades fazendo 
círculos, nos quais falavam línguas, 
cantavam, oravam, revelavam, 
apregoavam as Escrituras e exortavam. 
Entre 1730 e 1733, já eram 
surpreendidos em êxtase espiritual, no 
qual não só falavam e interpretavam 
línguas, mas também entendiam, 
sobrenaturalmente, quaisquer idiomas dos
locais onde eram enviados a pregar.

Moravianos. 
Estes são descendentes espirituais de
John Huss (morto queimado por 
causa da doutrina verdadeira), e eram
conhecidos como Irmãos Morávios. Tal 
grupo compreendia cerca de 300 pessoas.
Em 16 de julho de 1727, o Espírito 
Divino irrompeu neles, deste modo, 
ocorreu operação de maravilhas e 
todos choraram sem cessar. Fizeram, 
então, um pacto de se reunirem mais 
vezes em Hutberg, a fito de orarem e 
sentirem a mesma graça. No dia 13 de 
agosto, aconteceu o chamado Pentecoste
dos Moravianos. Um dos historiadores 
descreveu: “Vimos a mão do Senhor e as
suas maravilhas, e todos estiveram sob a
nuvem de nossos pais, e fomos 
batizados no Espírito Santo.” 
Através desse fervor espiritual, o Espírito
Santo os enviou como testemunhas de 
Cristo em todo o mundo! As missões
moravianas foram frutos do poder
pentecostal! O historiador Dr. 
Werneck disse: “Esta pequena igreja, em
vinte anos, trouxe à existência mais 
missões evangélicas do que qualquer outro
grupo evangélico o fez em dois séculos.”

Metodistas Primitivos. 
Líder: John Wesley (1703-1791), inglês. O
historiador Philip Schaff, na obra 
“História da Igreja”, edição de 1882, 
relata que esses metodistas pugnavam 
por uma vida santa, e muitos tinham 
dons espirituais e falavam em 
línguas.O movimento avivalista 
metodista começou em 1739, em
Londres. Foi no Metodismo que teve a 
maior expressão e vulto o “Movimento 
da Santidade”, na América do Norte, 
entre determinadas igrejas tradicionais,
após o século XIX, do qual, quase um 
século depois, surgiu o atual Movimento 
Pentecostal.

Os Irvingitas. 
Líder: Edward Irving (1822-1834), 
presbiteriano, da Igreja Escocesa de
Londres. Irving testemunhou, entre 
outros fatos, que, em 1831, uma irmã 
solteira falou em línguas no culto de 
oração.

D.L. Moody (1837-1899), 
Poderoso evangelista e avivalista 
norte-americano. Acerca de sua 
marcante cruzada evangelística de 
Londres, em 1873, escreveu Robert Boyd:
“Moody pregou à tarde no auditório da 
Associação Cristã de Moços, em 
Suderland. Em pleno culto houve 
manifestação de línguas estranhas e 
profecia. O fogo espiritual dominava o 
ambiente”.

Rua Azusa. 
Em 9 de abril de 1906, em Los Angeles, 
Califórnia, Estados Unidos, algo alavancou 
o crescimento do Evangelho na América.
Na Rua Azusa, 312, o Pr. William Joseph 
Seymor e mais sete irmãos de sua 
igreja, depois de incessantemente 
buscarem o Batismo no Espírito Santo, 
foram batizados por Jesus e falaram 
“noutras línguas”. Foi o estopim para 
que, nesse antigo armazém, 
houvesse um grande avivamento nas 
reuniões: batismos no Espírito, 
recebimento de dons espirituais, 
impulsão missionária, milagres, curas,
cânticos espirituais, variedade de línguas
e interpretação de línguas, fervorosas 
orações, etc. Os cultos iniciavam às 6h e 
acabavam à meia-noite! Isso mobilizou
a impressa, os mundos secular e 
religioso, os quais, surpreendidos, iam
conhecer o fogo pentecostal! Por 
consequência, essa chama de poder
incinerou as América do Norte, Central e 
do Sul.
Há inúmeros exemplos em vários pontos
do globo terrestre que, ao longo da 
história, o Espírito Santo foi derramado 
sobre todos aqueles que 
perseverantemente O buscaram!
A mundialmente conhecida e 
respeitada “Encyclopedia Britannica” 
declara: “A glossolalia [o falar noutras
línguas] esteve em evidência em todos 
os avivamentos da história da Igreja” 
(Vol. 22, p. 282, ano 1944).
        
1) A definir termos

a) Línguas estranhas como “evidencia
inicial e física” (o sinal) do Batismo no
Espírito Santo. 
As línguas estranhas são a prova de que a 
pessoa recebeu o Batismo no Espírito. Isto
chama-se glossolália: fenômeno (neste 
ponto, "divino") que dá a capacidade de 
um crente falar línguas desconhecidas”.
Jesus disse: “Esses sinais seguirão aos que
creem, em meu nome falarão novas 
línguas” (Mc 16.17). As línguas, então, 
nesse ponto, provam se houve, realmente,
o Batismo no Espírito Santo. Alguém pode
pular, chorar, gritar de emoção, bater 
palmas, enfim… Mas se não falar noutras
línguas não recebeu a Promessa do Pai. O
batismo pentecostal recebe esse nome 
porque foi predito por Joel (Jl 2.28), por
Isaías (Is 28.11; 44.3), por João Batista
(Mt 3.11; At 11.15-17) e por Jesus Cristo
(Mc 16.17; Lc 24.49; At 1.5,8), de sorte 
que “Deus vela sobre a Sua Palavra, para
cumpri-la” (Jr 1.12).
Onde essa promessa do Alto se cumpriu as
línguas serviram como “evidência física e 
inicial”, por exemplo: * Nos 120 crentes 
presentes no dia de Pentecostes (At 1.14,
15; 2.1-4); * na casa de Cornélio 
(At 10.44-46), mediante o apóstolo 
Pedro; * em Éfeso (At 19.1-6), por meio
do apóstolo Paulo; * Paulo passou a ser 
cheio do Espírito Santo e disse que falava
línguas (1Co 14.18); * Em Samaria, todos
receberam o sinal, pois “pela imposição 
das mãos dos apóstolos era dado o Espírito
Santo” (At 8.18).
Logo, em todos esses casos, as línguas 
estranhas estiveram presentes, provando,
assim, que são a evidência do Batismo no
Espírito Santo, de maneira que essas as 
línguas são o “sinal” do batismo, e não o
dom no sentido exato do termo.  

b) O dom de variedade de línguas: “E a 
outro [pelo mesmo Espírito] a variedade 
de línguas [...]” (1Co 12.10) — É um dom
de expressão plural, como indica seu 
título. É um milagre linguístico 
sobrenatural. Nem todos os crentes
batizados com o Espírito Santo recebem
este dom (1Co 12.30). Já as línguas 
estranhas como evidência física e inicial 
do batismo, todos os batizados no Espírito
as falam.
As mensagens em línguas mediante este
dom devem ser interpretadas para que a 
igreja receba edificação (1Co 14.5,27). O
crente portador deste dom, ao falar em 
línguas perante a congregação, não 
havendo intérprete por Deus suscitado, 
deve este crente falar somente em 
silêncio, isto é, “consigo e Deus” 
(1Co 14.4,28).

c) A interpretação das línguas: “E a
outro [pelo mesmo Espírito] [...] a 
interpretação das línguas” (1Co 12.10) —
É um dom de manifestação de mensagem
verbal, sobrenatural, pelo Espírito Santo.
É chamado dom de “interpretar” porque 
tem a ver com a mensagem falada através
das variedades de línguas. As línguas 
estranhas como dom espiritual, quando
interpretadas, assemelham-se ao dom de
profecia, mas não a mesma coisa. Em
verdade, “equivale” à profecia. O dom de
interpretação é um dom em si mesmo, e
não uma duplicação do dom de profecia 
(1Co 12.10,30; 14.5,13,26-28).


2) Línguas estranhas — há uma diferença!

De todos os dons do Espírito, o que mais
tem preocupado os homens, o que mais
interesse tem despertado, que tem sido 
motivo de controvérsias, polêmicas, 
interpretações imperfeitas, e apreciações
pouco sinceras, é o dom de línguas, tal 
como ele foi dado e utilizado pela igreja
primitiva, em manifestação sobrenatural.
“Falar em línguas” tem dois significados 
distintos: (1) um como “sinal” (Mc 16.17)
— evidência inicial e física do Batismo no 
Espírito Santo, e (2) outro como “dom” —
isto dito assim na plena expressão do
termo.
Quando as línguas manifestam-se como 
sinal, em elocuções extáticas (em êxtase)
— tem um fim, um alvo, uma missão: 
prender a atenção dos incrédulos, tocar os
descrentes, convencer os recalcitrantes 
(desobedientes, teimosos); por isso, é um
“sinal” (cf. 1Co 14.22). Nesse caso, não é
necessária a interpretação, pois o alvo foi
atingido: os descrentes viram a 
manifestação, isto é, o sinal sobrenatural.
Quando, porém, se manifestam como 
“dom”; então, a interpretação faz-se 
necessária. Ela é útil e edificante; por 
conseguinte, temos a profecia exercendo
suas funções.

3) Respostas aos argumentos dos críticos
sobre as "outras línguas"descritas em 
Atos 2

 E, cumprindo-se o Dia de Pentecostes,
estavam todos reunidos no mesmo lugar; 
e de repente veio do céu um som, como 
de um vento veemente e impetuoso, e 
encheu toda a casa em que estavam 
assentados. E foram vistas por eles línguas
repartidas, como que de fogo, as quais
pousaram sobre cada um deles. E todos 
foram cheios do Espírito Santo, e 
começaram a falar noutras línguas,
conforme o Espírito Santo lhes concedia
que falassem (At 2.1-4).

línguas conforme o Espírito Santo lhes
concedia que falassem (At 2.4). Isso quer
dizer que faziam uso das línguas, dos seus
músculos. Falavam. Mas as palavras não 
brotavam de suas mentes ou do seu 
pensamento. O Espírito lhes concedia que 
falassem, e expressavam as palavras com
ousadia, em alta voz, e com unção e 
poder.
Isso é interpretado de várias maneiras.
Vamos aos argumentos dos críticos, 
seguidores de igrejas-túmulo, que 
rejeitam o sobrenatural e o mover do 
Espírito e Seu mistério no homem 
regenerado:

1)   Alguns se detêm em Atos 2.8 — 
“Como, pois, ouvimos, cada um, na nossa
própria língua em que somos nascidos?”.
Com isso, supõem que todos os discípulos
falaram em sua língua materna e que se 
tratava de um milagre de audição ao invés
da fala. Porém os dois versículos 
anteriores são muito claros. Cada um os 
ouvia falar na sua própria língua, quer 
dizer, sem o sotaque galileu. Veja Atos 
2.6,7.

2) Outros chegam ao meio-termo. 
Dizem que os discípulos falavam em línguas
desconhecidas, e que o Espírito 
interpretava nos ouvidos de cada um dos
ouvintes em sua própria língua. Mas Atos
2.6,7 exclui essa interpretação, também.
Os 120 falavam em idiomas que foram 
compreendidos por pessoas de diversas 
nações; em verdade, mais de 12 línguas 
foram faladas, no entanto (At 2.9-11). 
Esse fato testemunhou a universalidade do
dom e da unidade da Igreja (At 2.39).

3)Outro equívoco é a suposição de que 
essas línguas eram propícias para a 
pregação e ensino do Evangelho, a fim de
favorecer sua rápida disseminação. Porém
não há evidência de semelhante emprego
de línguas. Teria sido útil para Paulo em
Listra, onde ele não entendia o idioma, e
tinha de pregar e ensinar em grego 
(At 14.11-18); de modo que, no Dia de
Pentecoste, o falar em outras línguas 
realmente atraiu a multidão, mas o que
foi ouvido não consistia em discursos nem
pregações. Tratava-se, pois, das grandezas
(obras grandiosas, magníficas, sublimes) 
de Deus — At 2.11. É possível que
houvesse exclamações de louvor, dirigidas
a Deus. Certamente era adoração, e não 
pregação. O mesmo se deu na casa do 
centurião Cornélio — em que os seus 
familiares adoraram ao Senhor por meio 
das línguas (At 10.44-46), já que a 
pregação anteriormente fora ministrada
por Pedro (At 10.36-43). Caso as línguas
fossem com intuito de apregoar, ensinar e 
disseminar o Evangelho apenas, nos dois 
casos, teriam levado à salvação de pelo 
menos algumas pessoas (1Co 1.21); 
todavia, isso não ocorreu, pois ninguém se
salvou por causa das línguas. Por conta 
disso, o intuito das línguas não é a 
pregação do Evangelho para a salvação.

4)Alguns alegam que as línguas somente
serviram para a expansão do Evangelho
onde há a presença de grupos étnicos
diferentes, a saber, em Atos 2 são os
judeus; em Atos 8 são os samaritanos; em
Atos 10 são os gentios.
Em agudo contraste a isso, essa teoria
antibíblica sofre um golpe fatal quando se
chega em Atos 19.1-6, em que se fala 
também da vinda do Espírito Santo — com
a evidência de falar em línguas — e 
nenhum novo grupo está em foco. Os 
expositores dessa teoria, sabendo dessa
dificuldade, afirmam que esses homens, 
de Atos 19, não eram crentes; entretanto,
mais uma vez esse arremedo doutrinário 
não escapa das dificuldades, e isso por
três razões simples: 1) Se esses homens
não eram crentes, então por que Lucas
(escritor de Atos) chama-os de
“discípulos”? (At 19.1); 2) Se não eram
crentes, por que é dito que eram batizados
nas águas? (At 19.3); e 3) Por fim, se não
fossem convertidos a pergunta do Apóstolo
Paulo deveria ser: “recebestes a Cristo?”,
e não “recebestes o Espírito?”, pois, Paulo
como apóstolo que era, sabia que o 
Espírito não pode vir sobre os descrentes 
(Jo 14.17); entretanto, apenas sobre os
obedientes ao Senhor Jesus (At 5.32).

5) Outros antipentecostais, arrimados na
sabedoria terrena (1Co 1.20), e 
negadores do sobrenatural divino, dizem
que Evangelho de Marcos foi escrito 
originalmente na língua grega. Segundo 
eles, o grego tem duas palavras para 
designar novo: “neos” e “kainos”. Quando
é usada a palavra “neos”, revela-se algo
novo em relação ao tempo. Já quando se
ressalta algo novo em relação ao 
conhecimento ou a qualidade, usa-se a 
palavra “kainos”. Em Marcos 16.17, Jesus 
usou o termo “kainos”, afirmando que 
discípulos falariam novas línguas, assim
sendo, não são línguas inexistentes, mas
idiomas terrenos que os discípulos não 
conheciam nem falavam.
Contrariamente a essa interpretação — um
malabarismo falso com palavras gregas, 
usado a bel-prazer para negar as línguas
estranhas —, o texto não diz simplesmente
“falarão em línguas”; porém, “falarão em
novas línguas”. Embora se possa dizer que
as línguas são novas em relação a quem 
fala, isso parece pouco provável. Seria 
mais lógico que se dissesse que falariam 
línguas não aprendidas. “Novas línguas”
parece indicar “línguas desconhecidas”.
Reforça essa hipótese o texto original. Na
expressão “falarão novas línguas”,
“novas”, em grego, é “kainos”.
É verdade que grego usa principalmente
duas palavras para “novo”. Uma delas é
“neos” — usada para expressar “novo” no
aspecto de tempo, indicando aquilo que é 
recente, mas da mesma natureza do 
antigo. Já “kainos” também indica aquilo
que é “novo”, não, pois, em referência ao
tempo; porém, a algo que é de um “tipo 
diferente”. O léxico grego-inglês — 
Louw and Nida — diz que “kainos” 
refere-se a algo “não conhecido 
previamente, inédito, novo”. Thayer diz
que “kainos” indica “um tipo novo, sem 
precedentes, inédito”. O Theological 
Dictionary of the New Testament, diz 
que “kainos” denota “o que é novo na 
natureza, diferente do habitual, 
impressionante, melhor do que o velho,
superior em valor ou atração”.
Percebemos melhor essa distinção entre
“neos” e “kainos” em algumas passagens
do Novo Testamento. Em Mateus 9.17, 
onde aparece ambos os termos, “kainos”
tem o sentido de “ainda não utilizado”. 
Em Atos 17.21, “kainos” tem o sentido 
de “incomum”. Finalmente, em Mateus 
13.52; Efésios 2.15; 2João 2.5 e 
Hebreus 8.13 — “novo tipo” é o sentido 
dado. Assim como um Novo Céu e uma 
Nova Terra — Ap 21.1 e 2Pe 3.13; a Nova
Jerusalém — Ap 3.12 e 21.2; a canção 
nova — Ap 5.9; a nova criação — Ap 21.15,
referem-se a algo de uma outra e melhor
natureza, as “novas línguas” (Mc 16.17) 
também não são os já existentes idiomas.
O fato de que o antigo e o novo não 
poderem ser misturados (Mc 2.21,22) 
acentua o elemento distintivo entre o 
comum e o novo.
Portanto, as novas línguas não são a 
mesma coisa que idiomas terrenos que os 
que cressem iriam passar a falar, mas, 
sim, “línguas novas” no sentido que são 
distintas e mais elevadas em natureza.

6)Outros têm a posição de que as “outras
línguas”, em Atos 2eram somente 
“línguas estrangeiras”, “idiomas 
existentes” — e não “línguas estranhas”. Querem confirmar essa posição citando os versículos 8 e 11.
Na verdade, no Dia de Pentecostes, os
seguidores do Senhor Jesus receberam a
bênção do Batismo no Espírito Santo, 
tendo como evidência as línguas repartidas
como que de fogo, que pousaram sobre 
cada um deles (At 2.1-4). Elas não foram
produzidas pelos próprios seguidores de 
Jesus. Elas vieram sobre aqueles, de modo
sobrenatural: “E foram vistas por eles 
línguas repartidas, como que de fogo, as 
quais pousaram sobre cada um deles” 
(At 2.3). O livro de Atos dos Apóstolos não
deixa dúvidas quanto ao fato de as línguas
estranhas serem a evidência inicial do 
revestimento de poder em análise. Em
três passagens, pelo menos, é mencionada,
textualmente, essa verdade: “começaram
a falar em outras línguas” (2.4); “os 
ouviam falar em línguas e magnificar a 
Deus” (10.46); “e falavam em línguas e
profetizavam” (19.6). As línguas estranhas
não são apenas um sinal do batismo em 
apreço.
É importante dizer que o termo “línguas 
estranhas” é usado no meio pentecostal
para denotar que essas línguas são 
estranhas (desconhecidas) para quem as 
pronuncia, e não — necessariamente — aos
que as ouvem, visto que elas também são 
apresentadas no Novo Testamento como
um dos dons do Espírito Santo, pelo qual
Deus fala com o seu povo por meio duma
mensagem (1 Co 12.10,30).
dom de variedade de línguas é usado 
pelo Espírito em conexão com o dom de 
interpretação das línguas (cf. 1 Co 12.10,
28,30; 14.5,13,26-28). Há pessoas 
batizadas com o Espírito que falam em 
línguas — apenas como “sinal” do Batismo 
no Espírito (Mc 16.17), mas não são 
portadoras de mensagens proféticas 
(1Co 12.30), já que essas são provenientes
da variedade de línguas, em consonância 
com a interpretação (1Co 12.30). E é aqui 
que reside muita confusão. Todavia, em
Atos 2.16,17 e 19.6, vemos que as línguas
ocorreram inicialmente como sinal do 
batismo e, logo depois, quase ao mesmo
tempo, houve a manifestação do dom de 
variedade de línguas.
É preciso ter em mente, então, que as 
línguas estranhas são multiformes, 
multifacetadas em sua manifestação. Elas
inicialmente são o “sinal” do batismo com
o Espírito. Mas também podem conter 
mensagens proféticas, que precisam — 
geralmente — de interpretação, a menos 
que elas sejam conhecidas do público, 
como ocorreu no dia de Pentecostes 
(cf. At 2.11,12). Nesse caso, a mensagem
que a língua quis passar foi suprida por 
eles mesmos, conhecedores de seus 
idiomas; por isso, não houve a 
manifestação do dom de interpretação. As
mensagens passadas pelas línguas — 
embora elas não tenham a função de 
pregar e ensinar — foi a demonstração das
grandezas de Deus nas vidas daqueles 
seguidores de Jesus Cristo, que se 
depreende que adoravam e glorificavam
(At 2.11). Por conta disso, “se 
maravilharam e estavam perplexos” 
(At 2.13). Veja 1Coríntios 14.22.

7) Bastantes teólogos, tradicionais e 
cessacionistas ensinam que Paulo afirma,
em 1 Coríntios 13.8 que, se não houver o 
amor, “havendo profecias, serão 
aniquiladas; havendo línguas, cessarão; 
havendo ciência, desaparecerá” 
(1 Co 13.8). Com isso, têm suporte para
crerem que os dons cessaram, uma vez 
que não são para os dias atuais; no 
entanto, apenas para os dias dos 
apóstolos. Todavia, observemos que, no
versículo 1, ele menciona “línguas dos
homens e língua dos anjos”, numa alusão
às línguas faladas na terra e às línguas 
faladas no céu. Perguntamos: As línguas
dos homens cessaram? Evidentemente, 
não. E mais: o texto, que muitos usam 
para dizer que as línguas estranhas 
cessaram (1 Co 13.8), também diz que a 
ciência desapareceria, caso não houvesse
amor. Por que as línguas teriam cessado e
a ciência não?
Deus deu os dons ministeriais à Igreja 
“querendo o aperfeiçoamento dos santos,
[...] para edificação do Corpo de Cristo, 
até que todos cheguemos [...] a varão
perfeito, à medida da estatura completa
de Cristo” (Ef 4.12,13). A operação do
Espírito é para aquele que for útil 
(1Co 12.7) e para todos os chamados, de
todos os tempos, pela Graça de Deus
(cf. At 2.39). Em 1Coríntios 13.12 explica
que tal cessação será quando nós O virmos
face a face; por conseguinte, somente 
quando alcançarmos a estatura completa
de Cristo, em outra dimensão, quando vier
o que é perfeito (1 Co 13.10), é que 
profecias, línguas, ciência, etc., serão 
aniquilados.
  
4) Línguas estranhas — diferenças
entre “sinal” e “dom”

Ambas as formas de línguas, isto é, a que
é recebida como sinal do Batismo no 
Espírito e como dom de variedade de 
línguas, são milagres de Deus, ou seja, as
pessoas que falam, fazem-no num tipo de
linguagem que não conhecem, nem 
aprenderam, nem compreendem. Trata-se
de uma “língua dos homens ou dos anjos” 
(1Co 13.1), conforme o Espírito de Deus
lhes concede que falem (At 2.4).
O dom de variedade de línguas (1Co 12.10)
sempre deve ser acompanhado pelo dom
de interpretação de línguas (1Co 14.27), 
este também é uma expressão do milagre
de Deus. O que, pelo dom, interpreta a
mensagem falada por meio das línguas, 
não conhece a língua que está sendo 
interpretada; entretanto, a interpretação
é correta — a não ser que as variedades 
de línguas sejma conhecidas do público,
como ocorreu no dia de Pentecostes, cujos
presentes interpretaram as línguas 
(At 2.8-13).
Quando o dom de variedade de línguas,
acompanhado do dom de interpretação de
línguas, são usados na igreja, ela então 
recebe a mensagem equivalente à profecia
(1Co 14.5), cujo o conteúdo é para
“edificação, consolação e exortação” 
(1Co 14.3).
A seguir há algumas diferenças entre as 
línguas como “sinal” do Batismo no 
Espírito Santo e como “dom de variedade
de línguas”

a) Diferença no recebimento. Enquanto a
língua recebida como sinal e evidência do
Batismo no Santo Espírito é recebida por 
todos os que foram batizados (Mt 3.11; At
2.4; 10.46; 19.6), o dom de variedade de
línguas não é. Assim como os outros dons,
ele é dado somente aos que o Espírito 
determinar, pois Ele o outorga conforme a
Sua vontade (1Co 12.11). “Falam todos 
diversas línguas? Interpretam todos” 
(1Co 12.30).

b) Diferença no uso. O que fala língua 
estranha, recebida como sinal, não fala
aos homens, senão a Deus (1Co 14.2). 
Quer dizer, o que ele fala não é dirigido à
igreja, mas somente ao Senhor. Já a 
mensagem transmitida através do dom de
várias línguas é, no entanto, dirigida à 
igreja. Por esse motivo deve sempre ser
interpretada pelo de interpretação de 
línguas, de sorte que a igreja receberá a 
edificação: “E se alguém falar língua 
estranha, faça-se isso por dois, ou quando
muito três, e por sua vez, e haja 
intérprete. Mas, se não houver intérprete,
esteja calado na igreja, e fale consigo
mesmo, e com Deus” (1Co 14.27,28).

c) Diferença na finalidade. A língua 
estranha como sinal do batismo é para o
crente dirigir-se a Deus em mistérios
(1Co 14.2), para a sua própria edificação
(1Co 14.4). O uso do dom de variedade de
línguas edifica a Igreja: o Corpo de Cristo
(1Co 12.27). Por conta disso, Paulo falava
mais língua do que todos, mas preferia 
falar cinco palavras com seu entendimento
do que dez mil palavras em línguas. Ele
falava, nessa última parte, acerca do dom 
de variedade de línguas, já que a igreja 
precisa entender a mensagem para ser 
edificada (1Co 14.12).

d) Diferença na limitação do uso. A 
língua estranha como evidência inicial e 
física do Batismo com o Espírito Santo 
(o sinal, Mc 16.17) pode ser usada sem
limitação, ou sozinha com Deus em 
oração, ou junto com outros no culto, 
consoante o Espírito determinar (At 2.4; 
1Co 14.39; Ef 6.18). O que devemos ter 
em mente é que jamais alguns falantes
podem tirar a ordem do culto ao Senhor,
a atrair "holofotes" para si (1Co 13.11; 
14.26). O uso do dom de variedade de 
línguas é limitado. A Bíblia diz: “E se 
alguém falar língua estranha, faça-se isso
por dois, ou quando muito três, e por sua
vez, e haja intérprete” (1Co 14.27). Como
isso é possível? Através disto: “Os espíritos
dos profetas estão sujeitos aos profetas” 
(1Co 14.32). Quem deseja obedecer a
Palavra do Senhor não encontra problema
nisso. 

Bibliografia

GILBERTO, Antonio. Verdades
Pentecostais — Como obter e 
manter um genuíno avivamento 
pentecostal nos dias de hoje. Rio de
Janeiro: CPAD, 2006, pp. 72,73.
             
CONDE, Emílio. Pentecostes para 
Todos. 5.ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 
pp. 85,86, conteúdo online — adaptado.

HORTON, Stanley M. O que a Bíblia Diz
Sobre o Espírito Santo. 5.ª Ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 1999,  pp. 155,156, 
adaptado.

GONÇALVES, Josué. Defendendo o 
Verdadeiro Evangelho. Rio de Janeiro:
CPAD, 2010, p. 218, adaptado.

Falarão Novas Línguas. 
Disponível em: http://www.cincosolas.
com.br/2009/10/falarao-novas-linguas.
html>. Acesso em: 27 maio 2015, adaptado.

ZIBORDI, Ciro. O que é Batismo com o
Espírito Santo e com fogo? III. Disponível em: <http://cirozibordi.blogspot.com.br/
2011/04/o-que-e-o-batismo-com-o-
espirito-santo_14.html>. Acesso 27 maio
2015, adaptado.

BERGSTÉN, Eurico, Línguas Estranhas:
diferença entre o sinal e o dom
em: Coleção Lições Bíblicas: Vol. 9 — 
1976-1980. Rio de Janeiro: CPAD, 2013,
pp. 171-178,181, adaptado.

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